DIU garante segurança e liberdade para mulheres no DF

Published On: 25/08/2025 19:03

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Cresce a procura pelo dispositivo de cobre nas UBSs, com mais de 22 mil atendimentos desde 2021

“Foi a melhor escolha da minha vida.” É assim que Luziane Sousa, 29 anos, resume sua experiência com o Dispositivo Intrauterino (DIU). Mãe de cinco filhos, ela encontrou no método a tranquilidade que buscava. “Antes, passei por muito sofrimento. Agora, três anos depois da inserção, tudo mudou para melhor”, conta, aliviada com a segurança e a praticidade do dispositivo.

Histórias como a dela se multiplicam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Distrito Federal. De acordo com o InfoSaúde, entre 2021 e 2025, já foram realizados mais de 22 mil atendimentos relacionados ao DIU. Só no primeiro semestre deste ano, mais de 4,6 mil mulheres passaram pelo procedimento.

O enfermeiro Dalton Dean, da UBS 1 do Recanto das Emas, explica que a ampliação do acesso, incluindo a capacitação de enfermeiros para realizar a inserção, aumentou a procura. “É um método seguro, eficaz e cada vez mais acessível. A maioria das pacientes relata apenas cólicas leves, facilmente controladas com medicação”, afirma.

O DIU de cobre, disponibilizado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), tem eficácia de 99,4% e pode durar até 12 anos. Sem hormônios, é indicado para mulheres que não podem ou não querem usar métodos hormonais, como a pílula anticoncepcional. Antes da inserção, cada paciente passa por avaliação ginecológica e obstétrica para garantir que o método seja adequado ao seu caso.

Para a atendente Kelen Santos, 40 anos, a decisão trouxe tranquilidade. “Tenho quatro filhos e não pretendo ter mais. O DIU foi a solução ideal para mim. É seguro e deveria ser mais divulgado”, comenta.

Atualmente, o dispositivo está disponível em mais de 130 UBSs do DF e também pode ser colocado logo após o parto, ainda na maternidade. Além do DIU, a rede pública oferece outros métodos contraceptivos gratuitos, como pílulas, injeções, preservativos, diafragma, laqueadura e vasectomia, sempre com acompanhamento das equipes de Saúde da Família.

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