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Junho foi o mês que mais houve registro de armas de fogo no DF, informa Polícia Federal

As vendas do mês de junho representam ainda 25% do total das 861 armas liberadas para civis até o momento

Por Redação

Dados da Polícia Federal obtidos pela imprensa local mostram que a compra de armas de fogo por civis no Distrito Federal aumentou no primeiro semestre. Nesse período, o número de registros de armas chegou a 4.452, sendo que, só em junho, 217 autorizações foram concedidas a civis, o que representou um aumento de 100,9% ante o mês de maio. As vendas do mês de junho representam ainda 25% do total das 861 armas liberadas para civis até o momento.

Essa constatação recebe apoio e críticas por parte de especialistas. Os que são favoráveis ao uso de arma de fogo por civis, como é o caso do próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido), considera o aumento normal, uma vez que o governo federal reformulou recentemente as leis que tratavam do assunto, no sentido de facilitar a compra desse equipamento. Já os que são contra, acreditam que o uso indiscriminado de armas de fogo por civis, pode aumentar também a criminalidade.

Em 25 de junho de 2019, o Bolsonaro publicou, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), quatro novos decretos que alteraram questões relacionadas à aquisição e ao cadastro de armamentos no Brasil. Assim, a partir do Decreto n° 9.847/2019, cidadãos passar a poder adquirir armas que, até então, só eram utilizadas pelas forças de segurança público, como é o caso das pistolas 9mm.

Os especialistas na área criminal se dividem quando se trata do tema. Para o Hélio das Chagas Leitão, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, esse aumento nas vendas de arma de fogo vai resultar em mais crimes. “O cidadão que vai para a rua armado não tem qualificação técnica para lidar com armas. Caso tenha acesso a esse recurso, fica tentado a reagir em situações que poderiam ser resolvidas de outra forma”, avalia Leitão.

Mas este não é o pensamento do advogado criminalista, Luiz Paulo Batista, que acredita na flexibilização do uso de armas fogos como um complemento para a segurança pública. “Caso um criminoso queira atentar contra a vida de uma pessoa, ele pode fazer isso com outros equipamentos, como armas brancas. A criminalidade e a violência estão em níveis altos por todo o país, independentemente da liberação de armas para civis. A arma de fogo não pode aumentar a violência no Brasil”, lembra o advogado.

Fonte News Black

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