Diagnóstico precoce da esclerose múltipla é vital

Published On: 29/08/2025 17:38

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No DF, cerca de 1.200 pessoas vivem com a doença; acompanhamento reduz surtos e garante mais qualidade de vida

A esclerose múltipla (EM), doença autoimune que compromete o sistema nervoso central, atinge aproximadamente 40 mil brasileiros e cerca de 1.200 pacientes no Distrito Federal. Embora não tenha cura, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é essencial para o controle da enfermidade e para garantir melhor qualidade de vida aos pacientes.

Segundo a neurologista da rede pública do DF, Stephanie Almeida, o acompanhamento médico desde os primeiros sintomas faz toda a diferença. “O tratamento adequado ajuda a reduzir inflamações, a espaçar a ocorrência dos surtos e a preservar a funcionalidade do paciente”, explica.

A doença costuma afetar jovens adultos, especialmente entre 20 e 40 anos, fase em que impactos na rotina profissional e pessoal podem ser ainda mais significativos. Os sintomas variam de fadiga, alterações motoras e visuais até problemas cognitivos, o que reforça a necessidade de atenção constante.

Atualmente, 70% dos pacientes diagnosticados no DF recebem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A meta, defendida por associações e especialistas, é transformar o Hospital de Base em centro de referência, oferecendo atendimento humanizado e equipe multidisciplinar.

O alerta permanece: quanto antes a doença for identificada, maiores as chances de controlar a progressão e oferecer dignidade aos portadores de esclerose múltipla.

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