38 espaços públicos renovados em Ceilândia

Maior cidade do Distrito Federal é escola para aprendizes do programa Renova-DF. Eles vão permanecer na cidade até dezembro

Os aprendizes do programa Renova-DF que atuam em Ceilândia desde junho vão permanecer na maior cidade do Distrito Federal até dezembro. Em três meses no exercício das técnicas de carpintaria, jardinagem, serralheria e construção civil, eles ajudaram na recuperação de 38 espaços públicos na cidade. Entram na lista de reformas: quadras poliesportivas, praças, parquinhos infantis, parques, pontos de encontro comunitário, entre outros, que deixam a cidade de cara nova.

Outros 45 espaços também vão passar por obras dentro do cronograma, entre os meses de setembro e outubro. Inicialmente, o aprendizado dos alunos do programa de capacitação profissional do Governo do Distrito Federal (GDF) em Ceilândia se encerraria em agosto. Mas emendas parlamentares de deputados distritais garantiram mais R$ 3,5 milhões para pagar a bolsa dos aprendizes até o final do ano.

“Este é o melhor programa do GDF, porque resolve de uma vez dois problemas: o desemprego e a manutenção das cidades, que é muito difícil para as administrações regionais sozinhas. Não temos mão de obra, tínhamos que licitar as obras, o que demora. Esse programa caiu como uma luva”, afirma o administrador de Ceilândia, o delegado Fernando Fernandes.

Renova-DF é uma parceria que envolve as secretarias de Trabalho, de Governo e de Transporte e Mobilidade; as companhias Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e Energética de Brasília (CEB), além do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF). A iniciativa vai percorrer todas as regiões administrativas do DF, iniciando por Ceilândia e Samambaia.

Capacitação profissional

Os aprendizes passam por um curso de três meses com 20 horas semanais. Eles assistem aulas teóricas e práticas ministradas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para cursos de carpinteiro, jardineiro, eletricista, encanador, serralheiro e pedreiro. Nas aulas práticas, os estudantes fazem a recuperação de espaços públicos. Enquanto isso, recebem um salário mínimo, além de seguro e vale transporte. Os participantes devem ter frequência e aproveitamento igual ou acima de 80% para receber os auxílios e o certificado de conclusão de curso.

Para o administrador Fernando Fernandes, o Renova-DF “caiu como uma luva”, pois facilita resolver os problemas das cidades com eficiência e mais rapidamente

A oportunidade atraiu até mesmo a estudante universitária Thaíza Oliveira, 26 anos, moradora da Vila Planalto. Estudante de secretariado, ela fazia estágio na área, mas está há quase um ano desempregada. “Espero que me ajude a entrar no mercado de trabalho. Aprendemos um pouco de tudo, carpintaria, marcenaria, elétrica, pintura. Nessa época de pandemia em que arrumar emprego está tão difícil, conhecimento nunca é demais. O que aprendi vou levar sempre comigo”, disse a aprendiz que atua na reforma da quadra de esportes ao lado da administração regional.

O secretário de trabalho, Thales Mendes, ressalta o papel de qualificação de mão-de-obra do programa. “O Renova-DF nasceu do aumento da procura de profissionais na área da construção civil. O programa leva qualificação 100% presencial para os alunos. Ao invés da sala de aula, eles aprendem no próprio canteiro de obras, reformando equipamentos públicos utilizados muitas vezes por eles mesmos. É o único programa do Brasil que paga bolsa para os aprendizes. Cada espaço reformado pelo Renova custa 50% a menos do valor de mercado. A cidade, a população e os estudantes ganham”, afirma.

Reforma dos espaços públicos

“Estava tudo arrebentado. Aqui tinha uma escolinha de futebol que não funciona mais. Ninguém usava mais, só tinha malandros fumando maconha”Jackson Souza, líder comunitário

Em Ceilândia, além da quadra ao lado da administração, os aprendizes atuaram na recuperação da Feira Central de Ceilândia e da área externa, que recebeu novos meios-fios e pintura, da quadra poliesportiva na QNM 13, da EQNM 19/21 e da praça, da quadra de esportes e do parquinho na EQNO 13/15, além do ginásio de esportes da expansão do Setor O, na QNO 18/19.

O líder comunitário Jackson de Souza, 48 anos, conta que o ginásio de esportes estava abandonado há quase 15 anos. Assim, os banheiros estavam vandalizados, o piso da quadra estragado, o alambrado furado. “Estava tudo arrebentado. Aqui tinha uma escolinha de futebol que não funciona mais. Ninguém usava mais, só tinha malandros fumando maconha”, lamenta.

Agora, a bola pode voltar a rolar no local. Os aprendizes do Renova-DF arrumaram os banheiros, o piso e o alambrado. A quadra também recebeu pintura nova e bancos que não tinha antes. “Está tudo novinho. Temos quatro quadras poliesportivas na expansão e um campo de grama sintética e só essa era coberta. Todos os espaços foram renovados. A comunidade está muito feliz”, agradece.

De acordo com Fernando Fernandes, a administração mapeou 78 entrequadras de Ceilândia, muitas delas com mais de um equipamento público, que precisam ser renovados. Elas ficam no condomínio Privê, no P Norte, no P Sul, no Setor O e na expansão e na Guariroba. “Algumas entrequadras têm uma quadra, outras uma praça e um parquinho. Os aprendizes vão fazer toda a entrequadra. Acho que dezembro é um prazo razoável”, afirma.

Informações Agência Brasília

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