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Projeto de moradores do Noroeste de fazer compostagem com resíduos sólidos pode ser implantado em todo o DF

A Secretaria de Meio Ambiente visa ampliar a iniciativa dos moradores que passaram a fazer compostagem dos resíduos sólidos produzidos nos apartamentos para serem usados no jardim do condomínio; estuda agora a construção de uma horta comunitária

Por Redação

Em um condomínio na região Noroeste, no Distrito Federal, os moradores de um prédio estão obtendo bons resultados depois que começaram a praticar o método de compostagem de resíduos sólidos. A iniciativa deu tão certo que o Governo do DF (GDF), através de sua Secretaria de Meio Ambiente, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e do DF Legal estudam ampliar a prática para outras regiões do DF.

O método utilizado pelos moradores do condomínio Noroeste é o já conhecido Método Lajes de Compostagem, que é um procedimento em que utiliza-se caixotes de madeira ecológica – como pinus – com grades de tela para armazenar o resíduo orgânico, que é coberto com pó de serragem. Em descanso, após 20 ou 30 dias, gera-se um composto orgânico que é utilizado no jardim do condomínio. No segundo mês de funcionamento, foram recolhidos cerca de 550 kg de resíduos, coletados entre os 32 apartamentos.

Tudo isso ocorre através de um processo coletivo, ou seja, cada morador em seu apartamento é responsável por separar o resíduo orgânico dos demais. Depois, tudo isso é direcionado para uma central onde é feita a compostagem. No início, os moradores não confiaram muito na iniciativa, pois achavam que o local onde seriam armazenados os resíduos, iria gerar moscas, mau cheiro e atrair vetores como ratos e baratas.

Secretaria do Meio Ambiente defende política pública para apoiar ações que visem ao aproveitamento de resíduos

Mas o que aconteceu foi justamente o contrário. Ao invés de perda, moradores tiveram ganham. É o que explica o encarregado de gerir o trabalho do pessoal de limpeza do condomínio, Daniel Sales. “Diminuímos a irrigação dos jardins de quatro para duas vezes ao dia. Ao receber o composto, as plantas ganham mais força na raiz, absorvendo a água por mais tempo, e ficam mais fortes e vistosas.”

O projeto

O secretário de Meio Ambiente do DF, Sarney Filho, esteve recentemente no condomínio para conhecer o projeto. A ideia do secretário é expandir a iniciativa e regulamentá-la, uma vez que ela foi feita pelos moradores de forma independente. Agora, o governo quer construir parcerias com a população e a Secretaria de Meio Ambiente e dos demais órgãos públicos para resolver questões como a adequação dos projetos de compostagem ao paisagismo dos prédios, a eventual resistência de alguns moradores aos projetos ambientais e, principalmente, a questão da legislação, como o licenciamento.

“Eu me comprometo a dar apoio integral ao projeto. Em um mês, esperamos reunir dados e informações para garantir que o GDF apoie iniciativas dos cidadãos em prol do meio ambiente e formalize a regulamentação, para dar a tranquilidade almejada a quem está à frente de ações como essa”, afirmou Sarney Filho.

O próximo passo do condomínio, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, será de criar uma horta para que a compostagem seja aproveitada na produção de verdura e legumes para o próprio condomínio. Para isso, os moradores devem contar também com o apoio do Brasília Ambiental e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF).

Fonte Blog do Ulhoa

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