Volta às aulas na rede pública do DF é tema de debate em audiência pública na CLDF

A Casa abre espaço para tratar de um assunto que tem dividido opiniões, mas há um ponto em comum: só é possível retornar às aulas presenciais caso haja um acordo entre sociedade e governo

Por Redação

Em audiência pública realizada nesta terça-feira (3), deputados distritais e integrantes da sociedade discutiram sobre a possibilidade de volta às aulas na rede pública do Distrito Federal. A discussão visa atender pais e estudantes que estão sem aula desde março passado em razão da pandemia de covid-19. No debate desta terça, ficou claro que a tema divida opiniões e mostra que um acordo comum sobre o assunto fica cada vez mais difícil.

Na rede privada, as aulas já voltaram há cerca de um mês, mas de acordo dados do Sindicato dos Ao rebater parte das alegações, o representante do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), apenas 25% dos estudantes regressaram aos estudos de forma presencial.

O debate foi transmitido ao vivo pela TV Web CLDF e pelo canal da Casa no Youtube. Entre os temas tratados estavam Condições sanitárias, contaminação por Covid-19, prejuízos pedagógicos e desigualdades sociais.

Representando o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), a promotora Cátia Vergara defendeu que quem deve optar pelo retorno às aulas não é o Estado, mas fim toda comunidade escolar. Para a promotora, antes de falar em retorno às aulas é preciso, antes, ter um noção precisa sobre a situação epidemiológica do DF.

“Não sabemos a dimensão dos prejuízos educacionais. Por isso, é importante ampliar o debate para além de preferências políticas e ideológicas, inclusive com a presença dos estudantes, principal público-alvo das discussões”, alertou a promotora.

Outra representante da sociedade civil na audiência pública, a Associação dos Conselheiros Tutelares do DF destacou os maiores prejudicados com a falta de aulas são os estudantes. Assim também avaliou a ex-secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), IlonaBecskeházy, que falou sobre a necessidade de se encontrar um meio termo para o impasse, uma vez que os alunos estão perdendo o ano curricular, que depende de uma sequência didática e cumulativa, e o ano letivo, já que este depende da rotina escolar e dos laços afetivos entre a comunidade escolar.

Fonte News Black

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