A proposta é do distrital Roosevelt Vilela que pede a instauração da Comissão para investigar possível desvio de R$ 120 milhões da Secretaria de Saúde do DF nas gestões de Agnelo e Rollemberg

Quando foi deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a operação Falso Negativo, que investiga possíveis irregularidades na compra de testes de covid-19 pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), a ideia de se instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa do DF (CLDF), era de investigar apenas o momento atual, ou seja, as medidas tomada durante o governo de Ibaneis Rocha (MDB). Com o andar da carruagem, a CPI vou tomando forma e agora deve ser ampliada.

É o que pede o deputado distrital Roosevelt Vilela (PSB). Ele, que se considera um parlamentar “independente”, diz que a CPI, que ficou conhecida como CPI da Saúde, instigada principalmente pelos partidos de oposição ao governo Ibaneis, deve ser ampliada, passando assim, a investigar também possíveis crimes cometidos na área da saúde durante os governos de Agnelo Queiroz (PT) e de Rodrigo Rollemberg (PSB). A oposição é contra a ampliação, por alegar que tal procedimento alteraria o foco das investigações.
Conforme informação divulgada por Roosevelt, o MPDFT informa que, os montantes desviados da SES-DF em governos passados somariam cerca de R$ 120 milhões. Para investigar sobre esses possíveis desvios, o deputado propõe que seja aberta uma CPI, que ele chama de CPI Ampliada da Saúde, para investigar, não só as possíveis irregularidades do momento, como também das gestões passadas.

“Eu quero dizer que o nosso objetivo não é desidratar governo nenhum e nem proteger governo nenhum. Dizer que estamos manobrando para falsear uma investigação, não procede, tendo em vista que o nosso requerimento englobava também as operações do Falso Negativo”, afirma o distrital Roosevelt.

O deputado lembra ainda que o motivo de investigar não só o momento atual se dá em razão de que há indícios de irregularidades em outras gestões da pasta. Sendo assim, depois que a CPI da Saúde fosse instaurada, o deputado defende que seria praticamente impossível ampliar suas investigações, por isso, ele acredita que a apuração deve ser estendida também a outros governos.

“A nossa CPI vai ser ampla não só no sentido do seu escopo e da sua finalidade investigativa, mas também ela vai ser ampla diante dos diversos segmentos parlamentares”, ressalta Roosevelt.

Fonte Blog do Ulhoa

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