Alta do preço dos alimentos dá início a movimento político para manter auxílio em R$ 600

Governo reduziu, através de medida provisória, o valor do benefício para R$ 300, agora, oposição e até partido da base do governo, articulam-se pela derrubada da MP

Por Redação

O governo federal reduziu o valor do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 e prorrogou o benefício até dezembro. Como a decisão foi tomada via medida provisória (MP), o assunto não passou pelo crivo do Congresso, e começou a valer de imediato. Porém, agora, com a alta no preço dos principais itens da cesta básica, a proposta do governo pode deixar de ter apoio entre os deputados e senadores. E isso já começou, pois, ontem (10), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que 82% das mensagens que ele recebe através de suas redes sociais pedem que o auxílio seja mantido em R$ 600 até o final do ano.

Uma pesquisa divulgada pelo Poder Data mostrou que 71% dos beneficiários do auxílio emergencial discordam da decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de reduzir o valor da parcela do auxílio emergencial. Os que concordam com a medida foram 23%.

As centrais sindicais, com partidos de oposição e, até mesmo de centro, como é caso do Democratas (DEM), também articulam a manutenção do benefício no valor atual de R$ 600. Ao todo, a MP que trata da redução do valor do auxílio já recebeu 264 emendas.

Em sua live semana desta quinta-feira o presidente Bolsonaro disse que, por ele, era mantido os R$ 600, porém, o Estado brasileiro não tem condição de mantê-lo.

“A gente lamenta, eram três meses, nós prorrogamos para mais dois, cinco meses, e agora acabou. Criamos outro auxílio emergencial, não mais de R$ 600, mas de R$ 300. Não é porque quero pagar menos, não. É porque o Brasil não tem como se endividar mais”, lembrou o presidente.

Mesmo tendo efeito prático imediato, a MP precisa ser valida pelo Congresso, no prazo de 120 dias após sua publicação. Assim, os congressistas e sociedade civil se organizam para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia coloque a MP em votação para que o Plenário decida sobre o assunto.

Fux

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, tomou posse como presidente da Corte nesta quinta-feira. Fux substituiu o ministro Dias Toffoli e ficará à frente do cargo por dois anos. A vice-presidência será ocupada pela ministra Rosa Weber.

Luiz Fux toma posse como presidente do STF

Luiz Fux já foi juiz, promotor e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), além também ter sido ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2001, por indicação do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Depois, em março de 2011, por indicação da presidente Dilma Rousseff (PT), ocupou a cadeira no STF deixada pelo então ministro Eros Grau.

Em seu discurso de posse, Fux disse que sua gestão vai ter como prioridade a apreciação de temas que dediquem a destravar a economia, com a retirada de empecilhos e inseguranças jurídicas.

Fonte News Black

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