Marcola e outros integrantes do PCC estariam apoiando as famílias de detentos que pedem a volta das visitas presenciais

Por Redação

Assim que surgiram os primeiros casos de covid-19 no Distrito Federal, isso ainda no mês de março, as visitas presenciais aos presos do complexo prisional da Papuda foram proibidas. Na época, a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) justificou a medida para conter a disseminação dos casos da doença entre os detentos. Dentro dos presídios, a doença se espalhou rapidamente nos primeiros meses de pandemia e chegou a preocupar o governo local, que determinou (está em fase de conclusão) a construção de um hospital de campanha dentro do complexo prisional para tratar pacientes com covid-19.

De fora, os familiares dos detentos reivindicam a volta das visitas. Atualmente para comunicar com os detentos, os familiares o fazem através de carta virtual. A mensagem pode ter no máximo três linhas e é monitorada por funcionários e pela direção do presídio.

No dia 25 de julho, matéria pública na imprensa local mostrava que havia na Papuda 1.907 pessoas contaminadas. Dessas, 1.643 eram detentos e 273 eram policiais prisionais. Na época, o DF aparecia com 13,8% dos casos de covid-19 dentro das prisões em todo o país. Também em resposta à imprensa, as Secretarias de Saúde (SES) e de Administração Penitenciária (Seap) do DF informaram à época que três detentos e um policial prisional haviam morrido pela doença.

Até o momento a visitas aos presos estão suspensas e a previsão e para que elas voltem ainda este mês. Na internet, familiares dos presos já programam uma manifestação para o dia 28 de agosto, caso as visitas não sejam retomadas.

PCC

Até então, o embate estava entre familiares dos detentos e detentas e o governo, mas ontem (9), conforme notícia publicada por uma coluna do UOL, informa que dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) estariam protestando a favor dos familiares para que as visitas presenciais retornem.

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Os integrantes que estariam fazendo o protesto são, Antônio José Muller Júnior, o Granada, que seria integrante do PCC e que, segundo a coluna, estaria em greve de fome há 10 dias. Junto com ele, estaria também o que considerado líder máximo do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, que também há 10 dias não sai para banho de sol. A coluna informa ainda que outros presos acompanham o protesto em apoio a Marcola.

Tanto Marcola quanto Granada estão presos na Penitenciária Federal de Brasília. No momento da transferência desses elementos do PCC para o DF, feita pelo então ministro da Justiça Sergio Moro, a transferência chegou ser rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas depois o governo federal ganhou o direito de mantê-los aqui.

A coluna que fez a denúncia questionou o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) sobre o assunto, mas não obteve resposta até a publicação da notícia.

Fonte News Black

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