Maioria dos servidores considera positiva experiência durante a pandemia de Covid-19, diz pesquisa coordenada pela UnB

Governo pode adotar o novo formato de trabalho no período pós-pandemia; a medida pode garantir preservação da saúde dos servidores e reduzir custos com a máquina pública

Por Redação

Com a volta ao trabalho no período pós-pandemia uma discussão será colocada: haverá ou não a possibilidade de se trabalhar de casa? Isso porque o chamado “novo normal” não permite ainda que as pessoas circulem e se aglomerem devido à possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus. No Distrito Federal, o governo local, tem trabalhado com a hipótese de implantar o teletrabalho para algumas áreas do funcionalismo público. Como será feito e quais setores serão contemplados com a medida, ainda não está decidido, mas a ideia de trabalhar de forma remota tem agradado o governo por dois motivos. Um, é o fato de evitar a exposição das pessoas diante do novo vírus, e outro, e a economia que se pode obter em relação aos gastos públicos, com adoção do teletrabalho.

“Podemos prestar os mesmos serviços com maior eficiência. Acredito que o teletrabalho será a reforma administrativa mais profunda na administração pública local, mas será um processo gradual, em que diversos pactos terão de ser estabelecidos, conforme a particularidade de cada unidade e do trabalho por ela realizado”, diz Juliano Pasqual, secretário-executivo de Gestão Administrativa, da Secretaria de Economia do GDF.

Assim que surgiram os primeiros casos de covid-19 no DF, o governo local baixou o decreto 40.546, em 20 de março, autorizando o trabalho de remoto. Com a medida, servidores de Estado, administrações regionais, empresas públicas, fundações e autarquias puderam realizar atividades remotamente, desde não fossem as chamadas “atividades essenciais”.

Em cima disso, um grupo de pesquisa da Universidade de Brasília, realizou um levantamento, intitulado de Trabalho Remoto no GDF — Enfrentamento à Pandemia Covid-19, para analisar a situação dos trabalhadores na nova modalidade. A pesquisa ouviu, via e-mail, 7.421 servidores de 93 órgãos e entidades da administração pública local.

Parte dos servidores do GDF deve optar pelo trabalho remoto mesmo no pós-pademia

O resultado obtido mostra que 92% dos servidores do GDF sem cargo de chefia aprovam a experiência do teletrabalho. Dos 78,5% dos que não lideram equipes, mais da metade de suas atividades pode ser executada remotamente, mesmo depois da pandemia. 73% das chefias pretendem permitir que parte da equipe siga trabalhando de casa. E 89% dos que não têm subordinados, se manifestam favoráveis à manutenção do teletrabalho após a pandemia: 56% preferem trabalhar de casa de duas a três vezes por semana e 33% gostariam de cumprir as atividades exclusivamente a distância.

Na prática

A pesquisa mostra que o trabalho feito em casa ainda precisa sofrer algumas alterações para poder ser eficiente e gerar resultados. A comunicação, que geralmente é feita via WhatsApp, telefone e outros recursos via internet, não foi um obstáculo, apesar de que no início houve críticas em relação à qualidade da internet no país. O grande problema parece ser a construção de um novo sistema de trabalho que permita as pessoas terem um boa produção mesmo a distância.

“Já estamos testando no governo uma ferramenta que possibilita a gestão da entrega, mas sua eficiência dependerá da revisão de planos de trabalho e da modulação de metas possíveis dentro das equipes”, garante o secretário-executivo de Gestão Administrativa, da Secretaria de Economia do GDF.

Fonte News Black

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