Mais de 50 empresas e 555 colaboradores se engajam na produção das peças

O governo contrata empresas locais para produção do equipamento facial e contribui diretamente com a geração de renda e emprego; algumas empresas do ramo só não foram à falência em razão desta iniciativa

Por Redação

A crise provocada pela pandemia de covid-19 não é só social, é econômica também. Com 333 mil desempregados – dados são do mês de maio deste ano – o Distrito Federal luta agora para conviver com o período pós-pandemia. A expectativa é que o desemprego aumente e a renda do trabalhador caia. Com isso, o Governo do DF (GDF) já anunciou que uma das formas de recuperar a econômica será através da execução de obras públicas. Na prática, isso já vem acontecendo, é deve se estender por outras áreas. Exemplo dessa expansão é o que tem ocorrido com o setor têxtil e costura que deixou de produzir roupas para produzir máscaras de proteção renovável para o GDF.

Segundo o governo, empresas que atuam no ramo da costura foram responsáveis, num primeiro momento, por produzir mais de 1,2 milhão de máscaras. Com o aumento de número de casos e mortes pela doença, o uso do equipamento passou a ser necessário não só no DF, mas em quase todas as cidades do país.

Em Ceilândia, uma empresário do ramo, Luciano Marcena Costa, sócio do ateliê Dalita, falou em entrevista à imprensa, que seu negócio ainda não faliu porque o poder público passou a contratar os serviços do segmento. “Foi a nossa salvação. Como empresário me senti muito assistido e cuidado, porque deram um suporte para os micro e pequenos empresários. Estamos todos no mesmo propósito: eu ajudo as costureiras, elas me ajudam a produzir e ajudamos a população”, explicou Costa.

Parceria

Logo quando surgiu a necessidade de criar medidas de contenção da proliferação do vírus, o GDF estabeleceu parceria com diversos segmentos da sociedade, como a Federação das Indústrias do DF (Fibra), o Instituto EuvaldoLodi do DF (IEL-DF), o Sindicato das Indústrias do Vestuário do DF (Sindiveste-DF), o Senai-DF e o Banco de Brasília, para poder produzir máscaras que são doadas à população. Todo processo de produção e também a qualidade dos produtos são fiscalizados pelo GDF.

Segundo o Sindiveste-DF, primeira remessa solicitada pelo GDF passou de um milhão de máscaras

Na prática, essa postura adotada pelo governo tem gerado resultado na economia, conforme ressalta o secretário de governo, José Humberto Pires. “. “É um impacto favorável mesmo no momento de grande dificuldade.”

Outra que reconhece a iniciativa do GDF é a presidente do Sindiveste-DF, Walquiria Pereira Aires. Segundo ela, a medida envolveu diretamente 57 empresas do setor têxtil e costura e 555 trabalhadores. A ideia, segundo Aires, é propor ao GDF que continue com a parceria, já que o setor da saúde pública fazia suas compras, antes da pandemia, fora do DF.

“Temos a intenção de qualificar nossas empresas para que possam fornecer esses equipamentos, atender à demanda e conquistar uma fatia desse mercado”, afirmou a presidente do Sindiveste-DF.

No âmbito da economia local, tal medida também teve resultado. Para o presidente do BrB, Paulo Henrique Costa, o reflexo desta ação foi justamente na economia local. “Poder contribuir com a economia do Distrito Federal – gerando empregos e, ainda, possibilitando a promoção da saúde das nossas pessoas, como no caso da confecção das máscaras – é motivo de orgulho para nós”, lembrou Costa.

Fonte News Black

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