Eduardo Condi, padrasto do jovem picado pela naja, esteve na delegacia para prestar depoimento nesta manhã

Isso porque a operação Snack, que foi deflagrada após o estudante de veterinária ser picado por uma naja, apura possível participação de militares do Batalhão Ambiental no esquema; padrasto do jovem picado, coronel da PM, também é investigado

Por Redação

A operação da Polícia Civil para apurar possíveis crimes ambientais, denominada de Snack, pode estar perto de descobrir um esquema de tráfico de animais exóticos no Distrito Federal com ajuda de policiais do Batalhão Ambiental. Tudo começou quando o estudante de medicina veterinária, Pedro Henrique Krambeck, foi picado por uma naja, em um sítio na região administrativa do Gama. O estudante, e seu amigo, também estudante de veterinária, Gabriel Ribeiro – que dispensou a naja em área pública – estão presos.

Mas as investigações estão apenas começando e outras pessoas também podem ser presas em breve. Isto porque os investigadores suspeitam que, além dos estudantes, outras pessoas estariam envolvidas num possível esquema de tráfico ilegal de animais. O padrasto de Pedro, o tenente-coronel da Polícia Militar, Eduardo Condi, também está sendo investigado, além de sua mãe, a advogada Rose Meire dos Santos Lehmkuh recentemente foram multados pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). Condi esteve na delegacia, no Gama, para prestar depoimento nesta manhã. A operação também cumpriu, hoje, quatro mandados de busca e apreensão.

“A Corregedoria irá conduzir os trabalhos de investigação juntamente com o Ministério Público Militar”, disse a PM, em nota.

Investigações

Recentemente, uma funcionário do Ibama, também foi afastada, por suspeita de integrar a organização que praticava o tráfico ilegal de animais no DF. Agora, os investigadores querem saber quem eram os receptores desses animais. Em áudios obtidos pelos investigadores durante o período em que Pedro estava internado se recuperando da picada, foram encontradas mensagens que possivelmente confirmam que, além dos estudantes e seus familiares, outras pessoas também criavam cobras ilegais no DF.

Pedro Krambeck está preso; seu colega, Gabriel Ribeiro, que soltou a naja em local público, também foi detido de forma preventiva na semana passada

Em uma mensagem interceptada, um suposto criador, diz: “mano, soltei a jararaca”. Em outra, os investigados fazem uma previsão: “Muita gente que cria vai cair”. “Peguem as outras cobras venenosas e soltem no mato as que forem nativas daqui”, diz outra mensagem.

Esta semana, o Ministério Público do DF e Entorno (MPDFT), disse que além de criar cobras de forma clandestina, Pedro Krambeck também praticava medicina veterinária de forma ilegal, já que ele ainda não se formou na área. Os promotores disseram que há vídeos e fotos que mostram que o estudante fez, pelo menos, uma cirurgia em uma serpente.

Fonte News Black

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