A vacina inglesa será testada, inicialmente, em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia

Além da vacina chinesa, há também, em estudo no Brasil, uma vacina inglesa, ambas na última etapa de desenvolvimento; primeira fase de teste da vacina chinesa deve ocorrer em profissionais da saúde do DF

Por Redação

A vacina contra o novo coronavírus que está sendo desenvolvida pelo laboratório chinês, Sinovac, e que está sendo testada no Brasil, começa hoje os primeiros experimentos. Inicialmente a vacina será aplica em 890 profissionais de saúde – médico e paramédicos – para que se comprove sua eficácia. A vacina tem ganhado repercussão nacional pelo fato de estar na fase três da pesquisa, o que a coloca num estágio avançado da pesquisa.

Há também no país, em teste, outra vacina, uma inglesa, que está sendo elaborada pela Universidade de Oxford. Também na fase três, a essa vacina deverá ser testada em profissionais da saúde nos Estados de São Paulo (SP), Rio de Janeiro e Bahia. Já a vacina chinesa, será testada em SP, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

“Sabemos que a produção de uma vacina eficaz e segura será a principal medida de saúde pública no combate à pandemia, sobretudo, ao considerar a alta taxa de contágio do vírus SARS-CoV-2 e a falta de medicamentos comprovadamente eficazes e disponíveis à população”, disse a professora da Faculdade de Ciências da Saúde (FS) e gerente de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Dayde Mendonça.

A vacina chinesa, caso comprovada, será distribuída através de uma parceria entre o laboratório Sinovac e o Instituto Butantan. A China diz que irá enviar ao instituto 60 milhões de doses da vacina. E a vacina inglesa, tem previsão de chegar ao Brasil por meio do consórcio Gavi.

Produção da vacina

Os estudiosos sobre o novo coronavírus tem dito que a única forma da população conseguir se proteger contra a doença será por meio da vacinação. Mas para chegar a tal procedimento, primeiro será preciso que as pesquisas avancem em diversos aspectos antes de serem comercializadas à população.

É o que explica o infectologista Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza, professor doutor da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em entrevista à imprensa. Para o Fortaleza, mesmo as vacinas inglesas e a chinesa, ambas em fase três da produção, só vão ter sua fase de estudo e aplicação concluída no final deste ano. Depois, explica o infectologista, será preciso ainda mais um tempo para poder estudar qual será a forma de aplicação da vacina. Para só depois começar a seleção do público a ser vacinado primeiro para só então iniciar a vacinação em massa da população.

Outra especialista, a Virologista e infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Nancy Bellei, avalia que mesmo com a possibilidade de surgirem vacinas nos próximos meses, a melhor opção contra o novo coronavírus ainda continua a ser a prevenção.

“Estamos iniciando um momento novo, mas a pandemia não acabou. Teremos que aprender a conviver com o vírus, porque ele vai continuar circulando. Conviver com esse vírus é não relaxar nas medidas, fazer a nossa parte”, pondera Bellei.

Fonte News Black

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